Design de Fluxos de Conversação

Um mundo cada vez mais complexo exige um novo entendimento sobre o que vem a ser o homem em suas capacidades cognitivas, funcionais e sociais.

Através da nova teoria geral dos sistemas, com o viés de Humberto Maturana, encontramos o homem distinguindo múltiplas realidades, e aprendendo a conviver com outros que também vivem em suas respectivas realidades.

Com isso a noção de relações sociais se comtemporiza, e nos convida a viver de um modo que dê conta da pluralidade, diversidade e complexidade das relações em nosso tempo.

Por outro lado as organizações e empresas ainda seguem padrões hierárquicos rígidos, regulando o acesso das pessoas umas às outras e, consequentemente, sufocando as interações humanas livres, principal fonte da criatividade, da inovação, da capacidade de solução de problemas e do próprio bem-estar de todos.

O resgate de espaços de encontro entre pessoas nas organizações e empresas é um tema de grande urgência e que vem sendo tratado por meio das redes sociais e comunicação digital não presencial, ainda de forma desordenada.

Entretanto os espaços de encontro humano presencial precisam ser reavivados, reinventados e resignificados de modo a abrirem possibilidades para que os sistemas humanos que convivem nas empresas e organizações possam se autoregular.

Para que estes espaços de conversação aconteçam é preciso de os agentes decisores das organizações criem oportunidades de tempo e espaço na agenda dos integrantes do sistema, garantindo a permissão institucional para que as pessoas interajam virtual e presencialmente.

O retorno deste tipo de campo horizontal de interações pode ser sentido a curto prazo em diversos indicadores de desempenho da empresa tais como: clima organizacional, iniciativas de inovações, autonomia para solução de problemas locais, engajamento e produção compartilhada de conhecimento.

Ou seja, se as pessoas puderem interagir a partir de lógicas transversais, não departamentalizadas, poderão se desenvolver em seus próprios departamentos e ainda produzir desenvolvimento organizacional amplo e diversificado.

Neste fluxo de conversações tanto a expressão, como o compartilhamento de informações, ganham uma relevância individual, grupal e institucional, equilibrando os indivíduos, balanceando as equipes e realizando o alinhamento estratégico das organizações.

O encaminhamento de ações neste sentido podem acontecer ser facilmente implementadas por meio da organização de grupos de conversação com poucos integrantes e de breve duração, de modo a não perturbar a rotina das organizações.

Os encontros devem ser locais, entre as pessoas de uma mesma área, e transversais, com participantes de diversos setores.

Não se exige formalmente nenhum relatório dos encontros, pois são conversas espontâneas, mas se incentiva que cada um tenha um relato particular do que viveu na conversação, e que possa trazer este seu testemunho para o encontro seguinte.

Iniciativas como esta tem sido adotadas pelo mais diversos ambientes de produção tais como callcenters ou bancos de investimento, sempre com excelentes resultados.

E você, pode experimentar alguma ação para que as conversações realmente fluam em sua organização? Se puder, você estará atuando com um Designer de Fluxos de Conversação.

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